sábado, 15 de setembro de 2007

Oficinas no Centro

ATENÇÃO GALERA!!!!!!!!!!!!!!!

Estão abertas as inscriçoes para as seguintes oficinas no Centro Cultural Plataforma

1. MOBILIZAÇÃO SOCIAL ATRAVES DO TEATRO
toda segunda-feira das 08:00 às 11:00
2. PRODUÇÃO CULTURAL
toda sexta-feira das 08:00 às 11:00

VAGAS LIMITADAS

EM ANEXO FICHA DE INSCRIÇÃO QUE DEVE SER ENTREGUE NO MAXIMO ATÉ A QUINTA-FEIRA por e-mail ou pessoalmente no Centro Cultural plataforma, lembrando q as vagas serão ocupadas pelas primeiras inscrições.

Novos Editais

Amigos Coordenadores,

Ajudem a divulgarmos nossa segunda leva de editais.



Caso não consiga visualizar este e-mail clique aqui.Secretaria de CulturaFundação Cultural do Estado da BahiaPraça Tomé de Souza, Palácio Rio Branco – Salvador – Bahia – Brasil – CEP 40020-010 Tel.: (71)3103-4017 Fax.: (71)3103-4016 Internet: www.funceb.ba.gov.br E-mail: ascom@funceb.ba.gov.br

“A gente não quer só comida”

Em que medida o processo civilizatório imunizou o ser humano de suas necessidades naturais? De outro modo, em que medida esse mesmo processo não radicaliza certos comportamentos animalescos como a agressividade e a competição? Até que ponto a civilização não desenvolve outras necessidades e as impõe aos grupos sociais? Essas são perguntas que levamos para a mesa do bar ou para a cabeceira da cama após assistirmos ao espetáculo Fome.
Produzido pela Companhia de Teatro O Cidadão de Papel, o espetáculo apresenta um conjunto de imagens, sons e movimentos que nos levam ao cotidiano da busca por saciar as necessidades mais básicas, sejam elas de cunho natural, sejam de cunho social. Inspirada na proposta do teatro do absurdo, a peça apresenta o cotidiano de dois moradores de rua que têm seus dias pautados pelo ponteiro do relógio. Só que esse relógio é comandado pelo próprio corpo.
A repetição das cenas poderia nos lembrar a crítica à sociedade industrial feita por Chaplin em seu filme “Tempos Modernos”. O mundo de Fome nos leva às piores conseqüências dessa sociedade: a produção de exclusão, de violência, de lixos materiais e humanos, de “Vidas Desperdiçadas” (BAUMAN). Entretanto, não deixa de fora um tipo de exclusão e violência que extrapola o mundo moderno: a dominação da mulher pelo homem através do recurso à força física.
As fomes artificialmente produzidas também têm espaço no espetáculo, sobretudo a fome por informação, mas uma das necessidades radicalizadas pela modernidade. E o mundo dessa fome artificial também é dividido entre os incluídos e os excluídos, ou seja, aqueles que têm acesso à informação e aqueles a quem a reservada a ignorância. Desses últimos, destacam-se os analfabetos, já que o valor no mundo moderno é dado à informação especializada.
Em cartaz no Centro Cultural Plataforma de 17 de agosto a 15 de setembro, e espetáculo é, sem a mínima dúvida, uma boa pedida para uma noite qualquer. Uma boa opção para matar a fome no cardápio de possibilidades de alimentação cultural da Cidade do Salvador.


Ficha Técnica:
Texto e direção: Leandro Rocha
Preparação de atores: Marcos Oliveira
Elenco: Luis Falcão e Marli Souza
Produção: A Cia O Cidadão de Papel

Texto Citado: BAUMAN, Zigmunt. Vidas Desperdiçadas. São Paulo: Jorge Zahar, 2005.

Leo Vilas Verde